Outubro tem sido um mês bem estranho para o K-Pop. Parece que vários acts resolveram aproveitar para soltar algumas das piores contribuições musicais desse ano de uma vez só. Teve a Chuu com aquela palhaçada bicho grilo, o IVE com aquela bomba try-hard, o girlgroup novo da DSP que eu nem me dei o trabalho de comentar tão ruim que foi aquele debut, e agora a Sunmi com Stranger:
A ideia é interessante: juntar diferentes estilos musicais, com andamentos e elementos únicos neles, a fim de criar uma música… estranha, como diz o título. Só que a execução é péssima, pois ela não encontrou um jeito de juntar tudo em algo que soe coerente.
Eu não tenho problema com essas experimentações sonoras. Por exemplo, um dos meus singles prediletos do SNSD é I Got a Boy. A Ceroeja entregou um dos melhores solos do Loona em Love Cherry Motion. I’m That Girl é uma das melhores aberturas de álbum que ouvi recentemente.
O que essas três músicas mais experimentais têm em comum? Há um fio que consegue emendar as diferentes partes dela num só. Em “I Got a Boy”, é o final, que mistura os elementos todos. Em “Love Cherry Motion”, é o fato de, no segundo refrão, emendado na bridge, os lados “fofo” e “sexy” se emendarem. Em “I’m That Girl”, é o sample e o teclado atrás, que permanece o mesmo durante quase toda a duração.
“Stranger” falha nisso. É como o que de pior o NMIXX servia em começo de carreira, pois não há nada que interligue a diferentes propostas. Parece só que ela e os produtores juntaram diferentes demos no tempo de uma música só e acharam que funcionaria. Pra mim, não funcionou.
O que é uma pena, porque gosto muito da Sunmi e aguardo com expectativa os singles que ela costuma lançar. Talvez por falta de grana da gravadora, o material dela é bem escasso. Então, é triste ver essa única oportunidade em 2023, e com um MV espetacular, sendo queimada assim.
Btw, acho que o negócio mais interessante desse comeback, na verdade, foi essa entrevista onde ela diz que o velhote é um dos melhores amigos dela. A JYP Entertainment, por ter na figura do J. Y. Park sua vitrine, sempre passou essa ideia de que é uma gravadora mais amigável para que os idols trabalhem, e essa fala da Sunmi, que já nem é mais de lá e também já criticou bastante as decisões artísticas enquanto estava no Wonder Girls, parece reforçar essa atmosfera menos tóxica.
Eu “gostei”, não é uma música que eu vou ouvir muito porque a transição é agressiva, não é nada natural, mas acho que o problema foi ela começar com o refrão, soou estranho, mas nada pior que “Macaroni Cheese” credo, que música tenebrosa.
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Pior que as partes individuais são muito boas… mas realmente não dá, faltou cuidado na hora de finalizar a música e conduzir de um modo que soasse coeso
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Essa música foi bem estranha e confusa de acompanhar, até agora não consegui processar essa mistureba…
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Uma pena que a música é tão ruim, porque o MV é EXATAMENTE minha estética, incluindo o cabelão preto de assombração.
Acho que o erro foi colocar esse riff música de ninar/trilha sonora da Família Addams num refrão antidrop em uma faixa que já é minimalista, porque destoa completamente dos versos (que, por serem vazios, não conseguem ficar “amarrados” em nada).
Torço para o cara que faz uns revamps maneiros (vide esse aí debaixo do aespa) mexer nessa faixa da Sunmi.
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Mas esse homem acabou com a música gente
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Falando em solistas, saiu hoje o MV solo da HeeJin – e felizmente, o refrão tá muito bom:
Só achei mancada ela levar as ODD EYE CIRCLE pras cenas da balada enquanto a HaSeul só aparece na cena da audição pra dar uma garrafinha d’água pra ela e sumir. Acho que sabemos quem será a ViVi do ARTMS…
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