ALBUM REVIEW | Red Velvet – The Red (2015)

Dando continuidade ao trabalho de rememoração (sempre quis usar essa palavra, ela é tão adulta) a respeito do asian pop de 2015 como um esquenta para o topzão que virá no final do mês que vem, resolvi também trazer meus dois centavos sobre alguns dos melhores álbuns que saíram naquele ano. 2015 foi um ano bem forte para LPs e alguns dos meus prediletos do J-Pop e do K-Pop dessa década saíram ali. Não é a toa que uma boa parte do ranking está ocupado por album tracks deles.

Sem mais introduções, fiquem ai com a minha resenha completinha do The Red, primeiro LP de estúdio do Red Velvet – e um dos melhores troços lançados na história recente da música oriental…

Continuar lendo “ALBUM REVIEW | Red Velvet – The Red (2015)”

MINI-ALBUM REVIEW | Loona – [12:00] (2020)

O Loona deve ser um dos projetos mais interessantes do K-Pop na última década. Os produtores da BBC conseguiram reunir aqui todo aquele clichê que vinha sendo buscado pela fanbase em relação a “conceito” por trás dos releases, não limitando a criatividade em momentos desconexos de videoclipes (coisa que rolava, por exemplo, com o BTS e que até o KARD tentou replicar depois), mas construindo uma narrativa realmente engajante por trás das músicas, vídeos, na ordem em que as integrantes e subunits eram reveladas durante a campanha de pré-debut e por aí vai. A história contada dava margem para diferentes interpretações, despertando o interesse de uma galera online ao redor do mundo.

Mas, convenhamos, de nada adianta o conceitinho se o que vem junto não for realmente legal de ouvir. Já disse antes: o principal do K-Pop é a música. Ponto. Se a música for ruim, não tem pretensão de fanfic que salve o act. E esse aí foi o ponto mais forte do Loona durante um bom tempo. Dos singles usados nos solos ás album tracks de minis de units, elas sempre acertavam e entregavam um material acima da média aos ouvidos. E foi assim também nos dois primeiros EPs delas como um grupo completo, [+ +] e [x x], ambos recheados com delicinhas que, ou fugiam do óbvio feito por girlgroups às épocas (exemplo aqui), ou faziam esse óbvios, mas de maneira bem competente (exemplo aqui).

Continuar lendo “MINI-ALBUM REVIEW | Loona – [12:00] (2020)”

ALBUM REVIEW | Rina Sawayama – SAWAYAMA (2020)

Artistas buscam diferentes reações quando montam seus álbuns. Falo isso levando em conta tudo nele: arte de capa, título, modo como as canções são dispostas na tracklist, instrumentais das músicas, letras, tudo.

Em um de meus discos favoritos da vida, “Stripped”, da Christina Aguilera, é possível identificar, a partir dos elementos que citei, que ela, lá em 2002, fitava fugir da imagem de “disney girl” trabalhada anteriormente, explorando temáticas sexuais, adultas e mais vulneráveis, esbanjando também todo um conhecimento em questão de afinações e estéticas retrôs que, sabe-se lá como, casaram perfeitamente na mistura.

Ouço o “Confessions on a Dancefloor”, da Madonna, e penso em como todo ele soa como um set dance para uma balada de sei lá quantos anos atrás. Ouço o “Purpose”, do Justin Bieber, e quase consigo imaginar ele e seus produtores numa sala comemorando o quão “antenados” com sonoridades que viriam estourar tempos mais tarde eles eram. Ouço o “Lemonade”, da Beyoncé, e a primeira coisa que me surge é um “porra, Jay Z…”

Com isso em mente, não consigo pensar em um intuito melhor que “despertar tristeza” para descrever o SAWAYAMA, primeiro álbum de estúdio da Rina Sawayama – e forte concorrente a AOTY de 2020…

Continuar lendo “ALBUM REVIEW | Rina Sawayama – SAWAYAMA (2020)”

ALBUM REVIEW | IZ*ONE – BLOOM*IZ (2020)

Sabem aquela sensação avulsa de que todos em seu delimitado nicho conhecem, compactuam, curtem, entendem, se importam, etc., com determinado treco, enquanto você fica totalmente alheio a ele? Lembro que lá por 2011 ou 2012, todos do meu bocó mundinho nerd online estavam aficionados por Game of Thrones, cuja primeira temporada havia acabado de passar. Não só comentavam os episódios, como pirateavam os livros e diziam quase morrer em êxtase com os textos do velhote lá (ainda que fossem traduzidos de maneira não oficial para o português… adolescentes na internet se esforçam tanto para parecerem mais cools e cultos do que são, bleh). Mas eu mesmo só fui começar a assistir o novelão em 2014, quando a quarta temporada estava em andamento.

Tenho a impressão de que isso se repetiu recentemente com o IZ*ONE. Diferente do que rolou com o I.O.I, em 2016, onde eu acompanhei todo o desempenho das integrantes dentro do Produce 101, a ponto de me importar minimamente com o line up e com os rumos que a tão interessante ideia de grupo temporário tomaria, e com o Wanna One, no ano seguinte, que não assisti na segunda temporada do reality, mas acompanhei atentamente através de resumos no blog do Sowon Xiita, eu caguei totalmente para o run do Produce 48, de modo que mal conheço as integrantes do grupo vitorioso.

Continuar lendo “ALBUM REVIEW | IZ*ONE – BLOOM*IZ (2020)”