Essa semana tem sido bem, huh, “ocupada” aqui em off com uma porção de coisas chatas que eu tenho tido que resolver, e aí chega no final do dia e já estou cansado demais para fazer qualquer coisa que eu gostaria de fazer na frente do computador. Mas vou fazer um esforço pessoal aqui em lutar contra essa maré da vida adulta e tentar colocar as coisas aqui no blog em dia.
Enfim, tempos atrás, o IVE voltou com Rebel Heart, que eu achei péssima, aí falei que era péssima aqui no blog, e isso tiltou a cabeça da Amanda Amino, leitora e comentarista já de tempos aqui do Miojo, que soltou uma sequência hilária de comentários no próprio post (que agora estão na pasta de spam, foi mal, Amanda, mas acho que o WordPress faz isso automaticamente?).
Pois chamem a Amanda Amino de volta e digam pra ela que eu não odeio o IVE, já que no finzinho do mês passado elas soltaram o que deve ser o grande bop desse meu começo de 2025 aqui em casa, Attitude…
Vocês já devem ter lido ou visto em algum lugar que “Attitude” usa uma interpolação com “Tom’s Diner”, uma música que a Suzanne Vega lançou em seu álbum de 1987, mas que só estourou mesmo no ano seguinte, através do remix do grupo DNA, e que, em 2015, rolou uma versão com a Britney Spears no álbum do lendário produtor Giorgio Moroder (inclusive, o “Déjà vu” inteiro é ótimo, catem no serviço de streaming que vocês usam, pois vale muito a pena).
Postas todas essas trívias, o modo como o IVE usou a faixa aqui é bom demais. Porque pra além dos papapara papapara, eu sinto que o instrumental atrás foi montado seguindo essa melodia, e isso levando em conta o próprio estilo mais dramático que o IVE já colocava em algumas de suas melhores canções (ainda vivo pelo debut com Eleven, é minha predileta delas). Embora o grupo tenha seus altos e baixos, nós podemos perceber uma certa linha condutora temática na grande maioria dos singles delas, que vendem algo mais “somos essas gatinhas meio malvadas, porém dramáticas e extremamente sentimentais, que vocês aprendem a amar”, e isso é executado com uma perfeição pop maravilhosa aqui.
Eu gosto de absolutamente tudo em “Attitude”. Dela já começar com a melodia de “Tom’s Diner”, da levada mais synthpop sombria suingada dos versos, do pré-refrão suspirado que dá uma impressão meio gospel, só pra chegar no refrão todo meio sapeca e chiclete, que desemboca novamente em… “Tom’s Diner”. Todas as partes seguintes me agradam também, com os “raps” por cima do instrumental mais minimalista e depois mais carregado, a segunda leva de pré-refrão e refrão, a ponte mais “líder de torcida”, o refrão final com mais elementos.
“Attitude” é uma viagem sonora que vale cada ouvida. É uma música divertida pra caralho, viciante, e que mostra que faz muito sentido o IVE ser um dos pilares dessa geração de girlgroups. Será que a Amanda Amino gostou, ou será que ela vai querer me matar em mais esse post? #VoltaAmandaAmino
O mini tá bom? Ainda não ouvi…
Essa você podia criticar porque é bem água de chuca, mas Rebel Heart você errou lunei, somos todas rebeldes
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Pois essa aí pode aclamar que é HINOOOOOOOOOO, estou ouvindo no repeat desde que lançou, finalmente a Liz se esgoelando como deveria. Gosto de como o Ive tem utilizado samples e interpolações sem ter medo, de fato trazendo isso como um elemento de destaque da música (nada pior do que aquelas músicas que usam 500 interpolações ou samples e cada um por 0,5 segundo, coisa mais aleatória).
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