Para a galera que já passou dos 25 (ou dos 30, cof cof) e viveu o auge da segunda geração do K-Pop, o time de produção Sweetune certamente foi um dos nomes que mais empolgavam quando estavam associados aos lançamentos de acts dessa época. O grupo de produtores/compositores debaixo do guarda-chuva da dupla Han Jae-ho e Kim Seung-soo foi responsável por grandes faixas de nomes como KARA, Rainbow, Infinite, Boyfriend, Spica, e por bops de gerações posteriores, de grupos tipo Lovelyz, Romeo, Stellar, Snuper. E caso coloquemos os times de produção que saíram da equipe gerenciada pelo Sweetune que fizeram seus próprios nomes, como o trio MonoTree e o grupo OnePiece, a lista fica ainda maior.
As músicas assinadas pelo Sweetune eram diferentes entre si, mas sempre tiveram uma assinatura em comum extremamente marcante: o drama. Seja brincando com disco, synthpop ou elementos do R&B, o ponto mais destacável nelas é o quão propositalmente exageradas, sentimentais, passionais elas eram nos instrumentais e letras. Sabem a mania atual no K-Pop que alguns produtores têm de deixarem as faixas o mais simples, “não desgostáveis” e inespecíficas desse easy listening? É o contrário. É para ser impactante, é pra mexer com a cabeça de alguma forma.
Pois bem, em 2013, o Sweetune produziu um álbum inteirinho para outro dos grupos com quem o time sempre colaborou, o 9MUSES. Há acertos que mudam vidas e alguns desperdícios dentro do Prima Donna, mas o titio Lunei aqui garante para vocês que, ao escutarem ele, vocês entenderão o quão legal e mais interessante que muita coisa essa cena já foi um dia. Porque para além de tudo, o “Prima Donna” é um álbum que quer soar como álbum…
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