Time Machine: quando o BTS, enfim, estourou em “I Need U” e “Run” (2015)

O BTS hoje em dia é o act coreano mais famoso do mundo, mas a história não foi sempre essa. Vindos de uma gravadora pequena no cenário do K-Pop, Suga, Rap Monster e os demais tinham um desempenho bem morno nos charts em seus dois primeiros anos pós-debut. Há uma parcela de fãs que prefere omitir as vendas fracas e os peaks ruins entre 2013 e 2014, talvez em busca de um messianismo maluco incompreensível. Há outra parcela, aí mais coerente, que comenta com orgulho esses primeiros percalços, de modo a destacar eles como azarões da indústria, que conseguiram se sobressair mesmo não vindo de uma Big3.

De minha parte, acho que a melhor coisa que temos a dizer do breakthrough do BTS é… a música dele mesmo. I Need U ainda é um dos melhores troços desovados pelo grupo em todos os tempos, sendo um caso (raro) de o público geral começar a abraçar um act quando ele vem com o seu melhor (e não com o pior).

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Time Machine: quando os lados “velvet” e “red” se separaram em “Automatic” e “Ice Cream Cake” (2015)

O Red Velvet havia debutado em 2014 sob circunstâncias esquisitas. Em suma, ficou uma impressão feia de que a SM colocou a estreia do grupo para agir como cortina de fumaça para a saída da Sulli do f(x). E a fama de “grupo tapa buraco” se reforçou ainda depois naquele ano, quando a gravadora soltou o single Be Natural na mesma semana que foi noticiado que o Luhan, do EXO, tinha entrado com um processo para sair do grupo por “diferenças criativas” (Luhan era um dos membros chineses do lineup, que já havia perdido meses antes o Kris).

Mas as coisas pareciam mudar com virada do ano. E então, com um trabalho que não pareceu ser feito às pressas e com a adição da Yeri no lineup, em março de 2015 rolou o primeiro comeback “oficial” do Red Velvet com o mini-álbum “Ice Cream Cake”, que contou com o pré-release Automatic e, claro, com a title Ice Cream Cake

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Time Machine: o ápice do iKON em “Dumb&Dumber” e “What’s Wrong?” (2015)

Ontem eu falei sobre o “MADE” do BIGBANG ser significativo, dentre outras coisas, pela “passada de bastão” que 2015 significou ao grupo na YG, sendo também um reflexo ao que ocorria no K-Pop naquela época. Nada mais justo, então, dar continuidade a esse recap de seis anos atrás falando daqueles que “substituíram” o BIGBANG.

Dos SETE singles lançados pelo iKON nessa fase de promoção do primeiro LP deles, talvez Dumb&Dumber e What’s Wrong? sejam os menos importantes em questão de popularidade. Mas aí já é hábito do público coreano coroar porcarias de boygroups e deixar as pérolas deles de lado, pois essas são as minhas faixas prediletas do grupo num todo…

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Time Machine: quando o MADE do BIGBANG parecia ser legal em “BAE BAE” (2015)

Vem aí do top throwback de 2015 (e mais pra frente no ano o de 2011, se acalmem). Acho o ano de 2015 bastante significativo para o K-Pop como um todo, pois é nele que, em minha opinião, crava o fim da era de ouro e o começo dessa geração, com uma série de coisas que marcam isso ocorrendo ao longo dele. Além disso, acho ele o melhor da última década em lançamentos na Coreia do Sul (no Japão foi logo depois, em 2016), com uma porrada de jams fortíssimos saindo, álbuns de qualidade acima do normal e por aí vai.

Posto isso, como um “esquenta”, pretendo relembrar algumas entre as músicas mais comentáveis daquela época. E a primeira, por incrível que pareça, será do fucking BIGBANG. Voltemos à palhaçada que foi o projeto M.A.D.E. para exaltar a melhor (entre o mar de porcarias) dele: BAE BAE

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Time machine: quando o Ravi e a Jamie realmente entregaram uma música boa em “Nirvana” (2018)

Ontem a timeline capopeira estava parcialmente em polvorosa porque o Ravi, em seu mais recente EP, lançou como album track uma faixa intitulada “Red Velvet” (ouçam aqui), feature com a Jamie onde eles fazem umas tiradas de duplo sentido sobre o bolo de massa vermelha, referenciando também as cinco cepas do vírus infernal que levará o planeta Terra ao apocalipse mandando uns “dumb dumb dumb” na letra. Uma galera se sentiu ultrajada com isso, como se artistas do mundo todo não fizessem referências sexuais usando outros artistas. Mas é K-Pop, né, gente? Tem que ter esses escândalos por praticamente nada uma vez por semana.

Em minha humilde opinião (bem propensa ao cancelamento), o único problema problema real da música é ela ser bem… chata. A melodia é bem pouco memorável no fim das contas. O instrumental mais classudo até poderia colar como uma antítese à letra safada, mas o resultado não é assim tão forte. Mesmo as partes com a Jamie não são lá essas coisas.

Então, resolvi aproveitar o assunto para relembrar uma outra parceria do Ravi com a Jamie, ainda na época em que ela era Jimin Park, que, esse sim, é muito legal de ouvir: Nirvana

Ouçam a versão completa da faixa aqui, pois os toscos da Jellyfish resolveram cortar o final dela para enfiar um remix de outra música…

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