Um pacotão com várias músicas asiáticas de fora do eixo K-Pop/J-Pop que chegaram até mim

Dia desses, o Douguinho soltou um compilado de faixas tailandesas que chegaram para ele por recomendação do YouTube (leia aqui). Resolvi seguir essa ideia, mas ampliando isso para outros países além da Tailândia que são de fora do eixo coreano/japonês que vêm aparecendo pra mim tanto no YouTube, como no Spotify. Algumas eu já vinha colocando em minha playlist (ouça ela aqui) ao longo desse ano, mas nunca comentei aqui, outras eu descobri lá no próprio Pop Asiático.jpg, curti e adicionei lá, e por aí vai.

Eu não sei se posso explicar o fenômeno de músicas pop de países como Tailândia, Filipinas, Indonésia, Malásia, Vietnã e mesmo a China (que é mais comum do que esses, mas menos comum que Coreia e Japão, e inclui Taiwan, Hong Kong, Macau, etc.) pipocando recentemente nos algoritmos de uma galera ouvinte de K-Pop e J-Pop, e que vêm reclamando do quanto o K-Pop está, huh, “uma nota só” em 2025. Porém, acho que dá para chutar.

Com exceção da China, que já tinha e tem uma indústria fonográfica pop bem longeva e “não precisa disso”, esses países, ao longo da última década, foram extremamente impactados pela popularidade do K-Pop. Então, é bem possível que as gravadoras, produtores, compositores e artistas num geral dessas cenas locais tenham visto o quanto a maneira mais polida de se fazer música pop e videoclipes ali bem perto vinha dando certo, de modo que passaram a investir nisso, e agora esses trabalhos mais recentes vêm furando essas bolhas locais e atingindo o ouvinte médio de pop asiático.

Até mesmo a Índia parece estar começando a apostar num pop parecido com o da Coreia do Sul…

Um outro fato que acho que ajuda nessa projeção do pop asiático de fora da Coreia e Japão é a ascensão da 88rising, que frequentemente aposta em artistas de vários países de fora do K-Pop e J-Pop. E aí, quem tem curiosidade, vai dar uma olhada neles, nos que são parecidos com eles, e assim o fio se estica.

Uma outra coisa que eu queria comentar antes de começar esse LISTÃO (27 faixas, credo) é que eu tenho ouvido músicas de 2013 porque quero soltar um top 100 de faixas desse ano mês que vem aqui no blog, e entrar em contato com essas faixas de outros países tem me dado a mesma impressão que eu tinha do K-Pop em 2013: vários nomes novos e bem diferentes entre si que apostam em sonoridades variadas em vez de seguirem temáticas muito parecidas. São músicas que focam em empolgar o ouvinte, grudar na cabeça, mas sem necessariamente seguirem um mesmo norte. Faz sentido? Espero que sim.

Então, abaixo, separando por países, vou indicar as minhas músicas favoritas entre as músicas desse ano que o YouTube e o Spotify vêm me indicando nos últimos tempos. Sem mais enrolações, vamos lá…

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Kiss Of Life vem direto das coletâneas de black music de camelô dos anos 2000 com “Lips Hips Kiss”

Galera, antes de qualquer coisa, uma confissão que não sei se vem de um lugar de ingenuidade meu ou de incredulidade para com o comportamento das pessoas na internet num geral: eu não entendi o porquê de o Kiss Of Life ser “cancelado”. Digo, motivo tem. Em uma live para comemorar o aniversário da Julie, elas escolheram como tema “Hip Hop Old School”, e aí passaram a transmissão emulando o jeito de falar de pessoas negras e latinas, que é algo que, pra pessoas dos EUA, costuma ser condenável (aqui no Brasil eu real encaro isso como pauta importada, mas não entrarei nessa seara).

Mas… meio que todo e qualquer boygroup no K-Pop, desde que o K-Pop é K-Pop, faz isso também, e sem dizer que o “tema” é o Hip Hop das antigas, eles adotam esse estilo de falar (e de se vestir) como coluna vertebral da personalidade do que é ser idol… então qual a pira com o Kiss Of Life fazendo isso agora? Se é algo que é consenso que a galera (dos EUA e de quem se importa com pautas dos EUA) acha problemático, por que só foi levantado agora, com essa intensidade? Realmente fiquei confuso com isso.

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MINI-ALBUM REVIEW | TEN – STUNNER (2025)

2025 tem sido um ano, huh, inusitado pro K-Pop num geral. Por exemplo, quem poderia imaginar que, até então, o meu trabalho fechado favorito desse semestre seria o segundo mini-álbum solo de um integrante do NCT? Bom, levando em conta que esse integrante é o tailandês Ten, que eu já venho falando bem dos singles há tempos, até que daria para esperar que algo assim aconteceria em algum momento.

O Ten vem sendo uma aposta da SM já há muitos anos, tanto que logo no comecinho do NCT já tinha faixa dele formando uma dupla de twinks com a libido alta junto com o Taeyong em Baby Don’t Stop. Daí em diante, rolaram diferentes participações naquele (extinto?) projeto SM Station, ele circulando entre boygroups e units NCT, até que, enfim, ele debutou solo no ano passado. E chuto que, com Nightwalker, ele conseguiu inclusive furar a bolha de fãs de oppas e atingir o público médio de K-Pop.

Daí, esse ano, já rolaram dois comebacks. Um recém saído EP de estreia no Japão pela avex que pegou peak de #3 na Oricon (em algum momento falo desse), e o Stunner, seu segundo mini coreano, que tem sido um vício meu nos últimos meses. Então, vamos dedicar alguns parágrafos para eu falar bem das faixas nele enquanto vocês rolam os olhos pensando “mas que porra aconteceu com o Lunei?” durante alguns minutos…

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