Guarnições #06: Seulgi – Los Angeles

“Guarnições” é um termo almofadinha da gastronomia para os famigerados e adoráveis acompanhamentos dos pratos: não são o principal do consumo, não é por eles que o dinheiro é colocado, mas caso bem montados, acabam fazendo toda a diferença na degustação final. No mundo do asian pop, isso se reflete nas album tracks e b-sides de lançamentos.

Nessa coluna, a proposta é, sem muito critério além de “eu gostar”, panfletar algumas dessas faixas que não foram trabalhadas como single ou title, mas que seguem valendo a audição conforme os anos foram passando.

Não estou com muita ideia pra esticar uma análise inteira sobre o (excelente) mini de debut da Seulgi, mas vocês podem dar uma conferida no que o Dougie e o Wendell Gosto Meu escreveram recentemente.

Mas pra não passar despercebido, vou dedicar esse post à melhor album track nele, Los Angeles

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Seulgi debuta solo parecendo que gosta de bater em homem com a ótima “28 Reasons”

Nessa altura do campeonato, todos vocês já sabem que a Seulgi, do Red Velvet, debutou solo. A Seulgi é a minha predileta do grupo. Embora a Wendy-cancelada seja a com a maior extensão vocal e a Joy seja a mais gostosa, a Seulgi tem ~algo~ que a destaca do resto (não incluo a Irene-que-bateu-no-estilista porque ela não é lá essas coisas e a pirralha é café com leite).

A Seulgi tem uma aparência meio “sou louca e vou colocar fogo nos seus gibis se você me deixar” bem apetitosa. E o timbre vocal dela, mais grave, é parte do que torna as músicas das cinco otites no ouvido de asmodeu um tico mais atrativas e “maduras” que o resto do K-Pop at all. Então, uou, a encapetada mais sinistra do quinteto despontando solo? Vamos lá…

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TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2020 [25-11]

Penúltimo dia do ano, penúltima parte desse ranking. O que quer dizer que, hoje, rola aquele clichê de listas de melhores do ano da blogosfera fundo de quintal, onde são várias e várias as gemas intocáveis, lacradoras, fadas de cristal, donas de nossos furicos, destruidoras de nações inteiras e salvadoras do pop, mas que, por pura subjetividade desse belo rapaz que vos escreve, acabaram ficando fora das 10 mais de 2020 de acordo com esse blágh.

Uma porção de fan favorites rodam abaixo. Será que a sua SOTY aparece aqui? É clicar e conferir…

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Irene e Seulgi são duas grandes danadas do vogue em “Naughty”

2020 foi um ano estranhamente atípico para o Red Velvet. Não só pelo histórico geral do grupo dentro da SM Entertainment, mas pelo tanto de promoções que as cinco brotoejas do cramunhão estiveram envolvidas em 2019. No ano passado, rolou de lançamento japonês inédito até um LP que se dividiu em três partes diferentes, rendendo ao quinteto um dos grandes sucessos fonográficos do ano: Psycho, que eu tinha achado meia-boca à época, mas envelheceu muito bem em minhas playlists.

Ao enfim cravarem seus nomes no escalão mais alto dos girlgroups atuais, ao lado de Twice, BLACKPINK e etc., imaginei que a SM tiraria proveito, apostando em unitsreleases individuais e, ao fim, um comeback triunfante com mais um álbum e todos os meandros relacionados a isso. Não foi o que rolou. O único troço red velvet related de 2020 foi mesmo o duo sapatônico da Irene (cancelada, não lembro o motivo) com a Seulgi (gostosa). E se em Monster elas entregaram um MV recheado de significados enquanto colavam velcro, foi em Naughty que elas mostraram sua verdadeira joia musical…

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7 bops de outras vezes que um bando de mulheres se uniu no pop

E aí que a Lee Hyori, a Uhm Jung Hwa, a Hwasa e a Jessi resolveram se juntar para formar uma nova unit, as Refund Sisters. A história está melhor contada lá no Dougie, mas parece que tudo surgiu durante um segmento do “How Do You Play”, com a Hyori, ao ser questionada sobre como seria seu girlgroup perfeito, citando as três. O público gerou burburinho e a ideia foi tocada pra frente, com o quarteto sendo produzido pelo Yoo Jae Suk (também do SSAK3) e, eventualmente, ganhando um debut após a confirmação oficial semana passada.

Não sei se acredito de verdade nessa história não. Provavelmente, já havia essa intenção nos bastidores quando a Lee Hyori nomeou as três, mas quem sou eu para estragar a magia?

De qualquer forma, é sempre muito legal ver várias cantoras se juntando para trabalharem juntas em músicas. Enquanto é bem comum que vocalistas masculinos e rappers chamem “os parça” para features cheios de convidados, colaborações com mais que duas minas dentro da indústria pop são… raras. Inclusive entre artistas que vendem o feminismo como parte de sua persona.

Dito isso, e como um esquenta para a estreia do Refund Sisters, resolvi relembrar aqui 7 bops lançados quando um bando de mulheres se uniu no pop (asiático e ocidental). Give Me All Your Luvin’, da Madonna, ficou de fora, pois a Nicki e a M.I.A. quase não têm linhas nela. E Don’t Call Me Angel foi ignorada, pois fico meio constrangido com a participação da Lana Del Rey nesse videoclipe.

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