29 músicas para comemorar 29 anos!

Duas datas para eu comemorar: dias atrás, o wordpress avisou que o blog completou 3 anos de existência, e hoje, dia 18, faço 29 aninhos – idade em que o Bruno se aposentou da vida de blogueiro de asian pop. Será que é agora?

Não sou tanto de celebrar ou fazer muito alarde sobre aniversários, mas os dois últimos anos com a pandemia foram bem difíceis, enquanto 2019 foi ainda pior por outros motivos, então é a primeira vez em muito tempo onde as coisas estão realmente legais e comemoráveis por aqui.

Posto isso, resolvi fazer um postzão indicando VINTE E NOVE (talvez eu devesse ter esperado até o ano que vem, aí ficaria um número redondo) faixas nota 10 de 10, excepcionais, maravilhosas, divertidas, que de alguma forma fazem parte de um panteão de grandes músicas da minha vida e meio que ilustram a minha personalidade como ouvinte nessas quase (ênfase nesse quase) três décadas de vida.

Tentei elencar elas de acordo com períodos da minha vida que tenho memória. Muita coisa, claro, não é do asian pop, mas abramos uma exceção dessa vez. Se gostarem de alguma, ou caso queiram compartilhar suas próprias músicas que marcaram seus próprios períodos da vida, deixem nos comentários.

01. Rita Lee – Vítima

Eu não tenho tanta “memória musical” dos anos 90, porque ACHO que quase não escutava músicas escolhidas por mim naquela época. Mas lembro que, em 1995, tinha essa novela chamada A Próxima Vítima, na Globo, cuja faixa de abertura era essa aqui que a Rita Lee tinha lançado uma década antes, meio que adiantando uma porção de elementos que o mundo inteiro usaria no rock dali em diante. Até hoje, é uma das minhas prediletas dela.

02. Kelly Key – Baba

Aí a gente pula pros anos 2000. Não sei em outras cidade, mas a Kelly Key foi GRANDE aqui no Rio de Janeiro. Do tipo que tocava em tudo quanto é lugar e todo mundo ouvia o tempo todo. E “Baba” foi a maior da febre dela. É interessante revisitar ela hoje em dia e notar que várias coisas de instrumentais new jack swing que eu só fui pesquisar bem depois já rolavam aqui.

03. Christina Aguilera – Dirrty

ACHO que o meu álbum predileto de música pop é o “Stripped”, da Christina Aguilera. E lá por 2002, 2003, quando ela estourou, o clipe “Dirrty” era um dos troços mais transgressores que eu, um moleque de 10 anos, via na TV. Anos depois, quando comecei a usar a internet com frequência, conheci as várias outras faixas maravilhosas que estavam no álbum e de tempos em tempos me viciei em nas várias outras dele. Mas “Dirrty” ainda é imbatível.

04. Ayumi Miyazaki – Brave Heart

Paralelo a isso, eu já era um projeto de otaquinho fedido e adorava Digimon, cujas quatro primeiras temporadas passavam na TV Globinho. Da franquia toda, acho que “Brave Heart”, tema que usavam pra hora da evolução no primeiro anime, foi a música que se tornou sua assinatura na minha cabeça. Até hoje, bate uma emoção quando vêm os primeiros acordes da guitarra.

05. PUFFY – Teen Titans Theme

Então, pulamos um tiquinho pra frente, quando comecei a acompanhar diariamente os trecos que passavam na Cartoon Network (via GatoNet, uhul). Aí, rola uma interseção entre o lunei otaco e o lunei da CN, com o tema de Jovens Titãs, cujo clipe da dupla PUFFY passava todo santo dia nos comerciais.

06. Asian Kung-Fu Generation – Haruka Katana

Então Naruto, que era o mundinho otaku ao máximo dentro do mundinho Cartoon Network. Nessa época, foi onde eu comecei a ouvir MUITA música asiática, pois ao catar lugares onde tinham animesongs, acabei encontrando várias web-rádios nesse tema, como a Blast, a J-Hero e a Animix. Eu literalmente gastava minhas tardes ouvindo essas rádios, foi daí que eu conheci vários nomes do J-Pop, onde tive meu primeiro contato com o K-Pop, com o MandoPop e por aí vai. Mas já chego nisso, antes, continuemos em Naruto…

07. nobodyknows+ – Hero’s Come Back!!

Enquanto “Haruka Katana” foi minha preferida da primeira fase de Naruto, “Hero’s Come Back!!”, que não é a primeira opção de ninguém, sempre foi a minha favorita da fase Shippuden. E talvez seja hoje ainda uma das minhas animesongs prediletas DA VIDA. Essas músicas de anime meio que marcaram o começo do meu Ensino Médio, porque eu era o único cara que ia ouvindo isso nos fones de ouvido, enquanto boa parte da turma queria pagar de cool e bobagens que só quem já passou pela escola há uns anos sabe o quão toscas são. Junto com esses bops japoneses (e depois coreanos), rolava também um movimento de pop/rock que as menininhas que gostavam de Crepúsculo adoravam. E eu adorava das umas bitocas em menininhas que gostavam de Crepúsculo, então…

08. Paramore – Misery Business

Acabei ouvindo (e gostando até hoje) de Paramore, que meio que era a banda principal desses pop/rocks da época. Eu poderia botar várias aqui, incluindo “Decode”, que literalmente foi tema de Crepúsculo, mas “Misery Business” ainda é a maior de todas (mesmo com a tosca da vocalista querendo renegar a letra por medo de ser cancelada, wtf). Mas voltando pras rádios online, além das músicas de animes, esse foi um celeiro de descobertas dos outros lados do asian pop pra mim. Então, separei cinco faixas do J-Pop e quatro do K-Pop que são muito significativas dessa época:

09. Ayumi Hamasaki – Rule

Lembro que tinha um programa na Rádio Blast! onde a apresentadora tinha o lema de tocar tudo, menos animesongs. E ela era bem fanzoca de j-divas, então várias das que hoje nós tanto cultuamos na blogosfera eu conheci daí. Uma delas foi a Ayu, que tinha uma história engraçada no microverso da rádio: uma outra dj tinha birra com ela, porque achava a Ayumi “muito vulgar” (isso pré-Party Queen, risos). Aí essa apresentadora do programa “sem animesongs” vivia colocando Ayu só pra implicar com ela. “Rule” foi uma das que mais escutei nessa época.

10. Anna Tsuchiya – Rose

Outra muito tocada nessa época era a Anna Tsuchiya, que tinha estourado no meio otaku por conta da trilha sonora do anime “Nana”. Devo ter ouvido tanto “Rose” que meio que sei a letra desde antes de começar a estudar japonês.

11. Tommy Heavenly6 – Paper Moon

Talvez a minha música japonesa favorita em todos os tempos? Talvez. Era muito legal o quanto todo mundo adorava essas várias caras da Tomoko Kawase nessa época. Tinha ela como civil na banda The Brilliant Green, ela como Tommy Heavenly6, que era uma roqueira satânica fofinha, e ela como Tommy February6…

12. Tommy February6 – Is This Feeling Love?

Que por mais que fosse a que fizesse as músicas mais fofinhas na trinca, era a mais creepy, pois se descrevia como uma viciada em álcool que gostava de dançar ao som de synthpops dos anos 80. E “Is This Feeling Love?”, a que mais curto dela, é bem o tipo de bagulho viajado voltado pra experiências assim.

13. Kyary Pamyu Pamyu – Pon Pon Pon

Por fim, a epítome do “japan creepy” maravilhoso que a internet descobria no começo da década passada através do YouTube: a Kyary com “Pon Pon Pon”. Numa outra web-rádio, a J-Hero, tinha um programa semanal que tinha essa música como tema. Provavelmente era uma merda (os programas da JH não eram tão bons quanto os da Blast!), mas sigo viciado no pancadão desde então. Pra quem não viveu o meio otaku da virada da década de 2000 pra de 2010, saibam que o K-Pop, por aqui, começou nesse nicho. Uma maioria da galera nem sabia de verdade que K-Pop era em coreano e não em japonês. E tem uma música, entre várias, que ouvi muito dessa época achando que era J-Pop…

14. Girls’ Generation – Gee

Porque “Gee” foi o treco coreano mais quente desse vortex temporal. E, assim como “Pon Pon Pon”, conseguiu até furar a bolha da bolha que era o K-Pop dentro do meio otaku, mesmo que ninguém soubesse com exatidão do que que se tratava. Eu mesmo só fui descobrir que K-Pop era K-Pop e todo o universo que gira em torno disso com essa aqui:

15. 4MINUTE – I My Me Mine

“I My Me Mine” foi a minha porta de entrada para o K-Pop. 12 anos depois, aqui estamos. Eu sei que uma galera hoje acha que isso aqui envelheceu mal, mas eu que escutava esses sintetizadores futuristas torando no ouvido na época defendo que ela agora é “vintage”. Sabendo que K-Pop era K-Pop, tem outros dois medalhões dessa época que seguem invictos em minha cabeça…

16. 2NE1 – I Am The Best

Porque é um dos maiores capopes já feitos e era bem divertido de ouvir em eventinhos de anime que tocavam ela na época.

17. HyunA – Bubble Pop!

E essa aqui, também de 2011, porque lembro de ter visto o lançamento dela noticiado no Leitura Dinâmica, um jornal cool que passava meia-noite na Rede TV! e costumava abordar coisas internacionais de fora do eixo EUA-UK. Essas coisas todas aí rolaram até o final do meu Ensino Médio. Quando terminei a escola, fiquei um ano só fazendo pré-vestibular antes de entrar na faculdade de jornalismo. Nesse ano, lembro que comecei a pesquisar mais sobre música num geral, de ler publicações do gênero e ir atrás de coisas antigas de grandes artistas. Nessa, encontrei algumas das minhas coisas prediletas de nomes obrigatórios do pop…

18. Madonna – Secret

Começando pela Madonna, tinha um site de um fã que tinha colocado pra download e comentado toda a discografia dela. Basicamente, todos os LPs próprios dela (ignorar as trilhas sonoras nessa equação) até o “Ray of Light” (1998) são perfeitos, daqueles onde todas as músicas são excelentes e dá vontade de ouvir sempre. Mas o meu favorito ainda é o “Bedtime Story” (1994), uma “resposta pudica” irônica ao backlash que ela sofreu na era “Erotica”. A maioria das faixas são sobre putaria, mas disfarçadas com metáforas pra enganar conservadores. “Secret” é a melhor.

19. David Bowie – Let’s Dance

Em algum momento, enquanto pesquisava sobre o David Bowie, cheguei no “Let’s Dance”, álbum que tem essa música como title. É o puro suco dos anos 80. Mas ainda melhor que a maioria, pois é Bowie.

20. Tina Turner – The Best

E outra que ilustra essa época pré-faculdade é “The Best”, da Tina Turner, também o puro suco dos anos 80, mas ainda melhor, pois Tina Turner. Também foi um momento onde eu fui buscar ainda mais sobre rock, metal, blues e variados (pra deixar de ser poser). E cheguei num grunge que eu tinha deixado passar na época de roqueirinho otaku do ensino médio…

21. Nirvana – Heart-Shaped Box

Porque no Ensino Médio eu conhecia as músicas do “Nevermind”, mas tinha ignorado o “In Utero” por preguiça. E aí, fui catar também coisas do rock no Brasil e cheguei no que, acho, é a minha música predileta DA VIDA:

22. Os Mutantes – A Minha Menina

Hino! E ficou ainda mais fixada na minha cabeça quando assistia Tapas e Beijos. Nessa mistura entre ser fã de J-Pop, K-Pop, e agora conhecer mais ou menos a fundo o pop ocidental, os medalhões do rock e a música nacional (que não ficou só no rock, ouvi uma porrada de coisa de uma porrada de gêneros, mais até do que internacionais), comecei a virar adultinho e fui pra faculdade. Eu poderia colocar várias músicas dessa época, mas tiveram duas que foram as mais especiais…

23. f(x) – 4 Walls

Já falei disso, mas achei essa aqui tão boa que lembro exatamente o que aconteceu no dia que ela saiu…

24. Stellar – Vibrato

Também já falei disso, mas fiz um trabalho sobre ela numa das aulas e tirei um 10, o que me incentivou a trabalhar com cultura pop no jornalismo daí em diante. Da segunda metade da faculdade de jornalismo até aqui, em 2022, a internet se tornou mais e mais acessível para música, com YouTube e outros serviços de streaming colaborando para que novos (e antigos) nomes fossem descobertos, se tornassem parte do meu dia a dia e por aí vai. Então, as cinco que fecham a lista vieram nessa leva “lunei adulto consumindo música”, mas sem representarem períodos específicos.

25. Mahmundi – Calor do Amor

Durante as olimpíadas aqui do RJ, a prefeitura organizou, em paralelo, um festival de música no Boulevard Olímpico, que era o lugar aqui onde ficava a pira olímpica. Tocavam sempre dois artistas, um no começo da tarde e outro no começo da noite (depois, fiquei sabendo que essa diferença de horários era para manter os turistas por ali para consumirem nos bares, restaurantes, etc.) Um dos shows que fui foi o da Mahmundi, que tem um dos meus CDs favoritos da última década. Nisso, “Calor do Amor”, que era a mais famosa dela na época, foi uma das que mais ouvi nos últimos anos.

26. Solange – Losing You

Eu adoro essa aqui. E piro tanto com a introdução maluca que fiquei uns sete, oito anos usando como toque de celular.

27. Queens of the Stone Age – I Sat By The Ocean

Outra coisa que eu piro é “Stoner”, esse rock “de deserto” do qual o Queens of the Stone Age é o nome mais famoso. Acho que, se eu tivesse uma carreira musical, provavelmente esse seria o gênero no qual eu apostaria. Minha loucura com esse tipo de estética é tanta que, ultimamente, tenho escutado bandas dos desertos africanos, que fazem coisas tipo essa…

28. Imarhan – Achinkad

É muito louco como funcionam os algoritmos, porque assim que comecei a ouvir essas bandas africanas, o Spotify já começou a me indicar várias outras. A música acima é excelente e provavelmente bem diferente de boa parte do que vocês escutam. Fiquei tão surpreso quando descobri que talvez agora eu faça um blog de D-Pop (desert pop, risos).

29. Kwon Eunbi – Glitch

Pra encerrar, “Glitch”, que é a minha música favorita de 2022 até sair outra música favorita de 2022. Será que isso acontecerá?

Me desejem feliz aniversário. Minha chave pix é

8 comentários em “29 músicas para comemorar 29 anos!

  1. Ótima seleção de músicas! Sobre “Dirrty”, eu diria que não só foi uma música transgressora na época (ela nunca mais foi vista como uma princesinha teen depois dessa música e clipe), como até hoje, mesmo com várias cantoras constantemente lançando vídeos “polêmicos”, “Dirrty” continua parecendo transgressora.

    Adorei também a imagem de abertura “homenageando” a capa de Party Queens (que imagino que deveria parecer sexy, mas confesso que sempre que eu vejo ela, minha primeira reação é cair na gargalhada)!

    Por fim, só pra não perder o costume…

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  2. Eu SABIA, pelas cacurices que você fala, que tínhamos idade próxima (já tenho 29 e faço 30 esse ano), uma vez até perguntei e você desconversou haha e Baba da Kelly Chaves bombou aqui no estado de SP também, me lembro da época.
    Por último, parabéns!

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  3. Serei obrigada a comentar umas 5 musicas que me marcaram e ouço ate hoje.
    Primeiro de tudo.: Rbd. Meu vicio de adolescente a 15 anos atrás. Ouço ate hoje.

    Segunda. Um vicio antigo. InuYasha. Eu jurava que quando crescer iria casar com ele. A iludida.

    Terceiro. Minha entrada no kpop através do jpop pelo 2pm. Em 2011 lançava ao no exorcist e ending que me marcou profundamente. Sei cantar sem errar.

    Quarta. Minha entrada no mundo fujoshi atraves das series bls. Tem outras que eu acho melhores mas foi a primeira que lembro de baixar.

    E por último. O grupo que marcou 2002.
    Rouge a que eu mais gosto é blablabla.

    Atualmente tô ouvindo minhas playlist antigas
    Ps. Misery Business é a melhor coisa que o Paramore lançou até hoje

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