Outubro tem sido um mês bem estranho para o K-Pop. Parece que vários acts resolveram aproveitar para soltar algumas das piores contribuições musicais desse ano de uma vez só. Teve a Chuu com aquela palhaçada bicho grilo, o IVE com aquela bomba try-hard, o girlgroup novo da DSP que eu nem me dei o trabalho de comentar tão ruim que foi aquele debut, e agora a Sunmi com Stranger:
Eu tinha uma grande raiva do Jung Kook, do BTS, por ele ter se envolvido na música mais pau mole do cantor mais pau duro da atualidade, mas não é que o filho da puta conseguiu dar a volta por cima e soltar um dos meus capopes prediletos do ano até então?
Continuando a série de posts especiais para o mês do Halloween, vou aproveitar a oportunidade pra falar de uma das album tracks mais legais de um dos álbuns mais legais que saíram no ano passado dentro do asian pop. Não sei se vai ficar muito forçado dentro do tema, mas venham comigo:
“Guarnições” é um termo almofadinha da gastronomia para os famigerados e adoráveis acompanhamentos dos pratos: não são o principal do consumo, não é por eles que o dinheiro é colocado, mas caso bem montados, acabam fazendo toda a diferença na degustação final. No mundo do asian pop, isso se reflete nas album tracks e b-sides de lançamentos.
Nessa coluna, a proposta é, sem muito critério além de “eu gostar”, panfletar algumas dessas faixas que não foram trabalhadas como single ou title, mas que seguem valendo a audição conforme os anos foram passando.
Em 2023, uma porção de álbuns babilônicos lançados em 2013 completaram uma década de existência. 2013 foi um ano bem forte no K-Pop e no J-Pop, de modo que eu deveria ter feito um top throwback para comemorar isso, além de revisitar esses discos. Mas nhé, não rolou. No entanto, do mesmo jeito que fiz com 1mm e o Level3, do Perfume, quero separar alguns posts mais curtos para relembrar, pelo menos, uma música significativa desses lançamentos.
E começarei pelo Modern Times, da IU, justamente, com sua faixa título…
Em fevereiro, Key, Purple Kiss e o tripleS soltaram suas próprias “Initial S” (ou próprias “Blinding Lights”, depende do seu repertório de referências), o Key como single e os dois girlgroups como album tracks de seus respectivos minis à época (leia aqui).
Corta para outubro, com algumas units diferentes do tripleS já lançadas (que bom que eu nunca me empenhei em acompanhar cada uma separadamente, pra mim é tudo uma massa amorfa e é isso), e o grupo vem novamente com essa mesma sonoridade. Porém, como title.