BTS consegue deixar até Charlie Puth broxante

Charlie Puth deve ser o meu cantor pop atual predileto aqui do ocidente. Ele começou a carreira naquele rap tenebroso do Velozes e Furiosos, depois, aparentemente, a gravadora tentou empurrar nele uma imagem de “namoradinho da América”, que foi corroborada pelo namoro dele com a Meghan Trainor, que ele mesmo já disse ter odiado, porque ele ainda era um iniciante e as músicas eram todas, da falta de um termo melhor, “estéreis” demais.

Mas aí ele cresceu e resolveu dar uma de Wonho, não só por ter passado um tempo puxando ferro, mas por adicionar nas músicas de nos clipes um ar mais sexual que fez muito bem pro som dele. É como se ele, pouco a pouco, estivesse evoluindo para se tornar o Prince dessa geração. Porque vários dos singles dele me passam uma impressão de que a piroca dele é enorme.

Rolão grande, grosso, veiúdo, que ele usa bastante. A gente olha pra ele nas músicas e pensa “Porra, esse aí fez sexo pra caralho! Fez na cama, no sofá, do chuveiro, na banheira, dentro do carro. Meteu demais! Deve ter acabado uma caixa de camisinha numa noite só. Os vizinhos devem ter chamado a polícia preocupados com os gritos. As garotas devem sair de cadeira de rodas.”

Ouçam “Done For Me”, que é minha música de cantor favorita da década passada, e digam se não tenho razão:

Ele tem várias boas assim. E que, como eu disse, passam a impressão de que ele é muito comedor, que ele chega na sala e as calcinhas voam. É assim em Mother, com ele falando que é bom que a mãe da menina não saiba o que eles fazem ou ela ficaria chocada. Na acústica We Don’t Talk Anymore e na alternê I Warned Myself ele vende o mesmo “triste com T” que os girlgroups faziam em parceria com o Brave Brothers tempos atrás. Em GirlfriendLight Switch, ele entrega o mesmo arquétipo de cara que eu: o que conquista por ser atrapalhado e engraçado. E a lista segue.

Aí o babaca foi lá e chamou o Jung Kook, do time B do BTS, prum feat. pra surfar em cima do sucesso do grupo e o resultado é isso aqui:

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29 músicas para comemorar 29 anos!

Duas datas para eu comemorar: dias atrás, o wordpress avisou que o blog completou 3 anos de existência, e hoje, dia 18, faço 29 aninhos – idade em que o Bruno se aposentou da vida de blogueiro de asian pop. Será que é agora?

Não sou tanto de celebrar ou fazer muito alarde sobre aniversários, mas os dois últimos anos com a pandemia foram bem difíceis, enquanto 2019 foi ainda pior por outros motivos, então é a primeira vez em muito tempo onde as coisas estão realmente legais e comemoráveis por aqui.

Posto isso, resolvi fazer um postzão indicando VINTE E NOVE (talvez eu devesse ter esperado até o ano que vem, aí ficaria um número redondo) faixas nota 10 de 10, excepcionais, maravilhosas, divertidas, que de alguma forma fazem parte de um panteão de grandes músicas da minha vida e meio que ilustram a minha personalidade como ouvinte nessas quase (ênfase nesse quase) três décadas de vida.

Tentei elencar elas de acordo com períodos da minha vida que tenho memória. Muita coisa, claro, não é do asian pop, mas abramos uma exceção dessa vez. Se gostarem de alguma, ou caso queiram compartilhar suas próprias músicas que marcaram seus próprios períodos da vida, deixem nos comentários.

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As 10 piores músicas ocidentais da década de 2010

Olá, crianças! O blog segue “de férias” oficialmente e deve continuar assim até o meio de abril, já que vários professores marcaram avaliações pras próximas semanas na faculdade e blá blá blá vida adulta. Contudo, quis aproveitar esse fim de semana pra trazer um off topic que eu tinha começado a escrever ainda no ano passado e quis resgatar agora, já que algum vizinho filho da puta deve ter assistido “Crepúsculo” recentemente e tem tocado Christina Perri todas as manhãs: um top 10 com as piores músicas da última década do lado de cá do globo.

As regras são as mesmas que uso para esses listões negativos do pop asiático, sendo as mais cocozentas entre as mais cocozentas na minha opinião, só que transportando isso pra lançamentos que não são do K-Pop, J-Pop, MandoPop, etc. Quase tudo é de gente branca, exceto pelo Bruno Mars e pela Alicia Keys. Mas a música do Bruno Mars que coloquei é bem música de branco que poderia ter sido lançada pelo Ed Sheeran, então, írra, vamos lá!

Ah, não está em nenhuma ordem específica. Todas são um assombro sonoro em igual perturbação.

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The Feels: single em inglês do Twice é… huh… um single em inglês

Eu que sou um velho de guerra nisso de acompanhar o K-Pop (desde 2010 nesse bueiro) pude acompanhar uma porção de “fases” que o nicho passou ao longo da última década.

É interessante, por exemplo, comparar o que era uma tentativa de acontecer “globalmente” com um single e promoções em inglês entre o final dos anos 2000 e o início dos 10s, onde acts da big3 como BoA, Wonder Girls, Girls’ Generation e 2NE1 se arriscavam fora da Ásia e eram vistos como algo curioso, exótico e MUITO nichado pelo público, com o que é o K-Pop atualmente.

O K-Pop atualmente conseguiu romper algumas barreiras idiomáticas por conta da expansão da internet e fazer com que seus acts conquistassem sucesso, justamente, por serem artistas coreanos fazendo música em coreano. Hoje, é “algo” gostar de música coreana. Ainda é um nicho, claro, mas um nicho bem maior do que, só pra ficar num outro exemplo do qual faço parte, o de otaquinhos que gostam de trecos japoneses.

Mas ainda há o mito de “acontecer nos EUA”, tentar atingir um público ianque maior e pipipi popopo. Para isso, é preciso estar nas rádios de lá. E é bem mais difícil tocar em rádios estadunidenses de grande alcance se as músicas não forem no idioma deles.

O maior nome masculino do K-Pop atual, BTS, conseguiu seus maiores sucessos nos EUA, justamente, se adequando à língua local. E como o velho do J. Y. Park não é burro, é claro que ele faria o maior nome feminino do K-Pop atual, Twice, tentar uma fatia dessa nova onda hallyu nos EUA. Só é uma pena que isso tenha sido com uma música tão estéril quando The Feels

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