Heize leva a disco music pras cafeterias em “Happen”

Bom, eu basicamente sou o grande embaixador de Heize na blogosfera fundo de quintal. Então, vamos a mais um lançamento ótimo dela que muitos de vocês irão ignorar…

Eu gosto muito da Heize. Dessa galera do “K-Pop de cafeteria”, pra mim, ela é a melhor. Tanto pelo timbre vocal bem característico e de fácil reconhecimento, quanto pelo bem gosto nas escolhas de instrumental em que ela aposta. Acompanho ela desde o pós-Unpretty Rapstar e a cada ano ela vem com bom jam nesse layout que foca o coreano médio, um tico mais velho que os adolescentes e crianças consumidores de K-Pop. Rolaram alguns baixos esquecíveis, mas os pontos mais altos são realmente alto, pegando, inclusive, posições lá em cima em minhas listas de fim de ano de 2016, 2017 e 2018 (Didn’t Know Me é um dos melhores baladões dos últimos anos).

Mas eu entendo que o tipo de som que ela faz é para um público interno e não para o mulão de fãs internacionais do K-Pop que esperam coisas mais explosivas. Com isso em mente, eu genuinamente recomendo que vocês deem play em Happen. Explicarei.

“Happen” é um bom caso onde a Heize adapta sua persona e sonoridade a algumas tendências mais fortes desse momento. O instrumental vai prum caminho mais disco, com uma “melancolia alegre” que a coloca na mesma caixinha de, por exemplo, Lilac, da IU. É o tipo de coisa que conversa com a galera que curte a onda retrô citypop atual, mas com alguns elementos mais contemporâneos que a deixam mais como o resultado de uma inspiração no passado do que uma tentativa de trazer um remake dele.

No momento em que os acordes de violão dão lugar ao baixo e então surgem as batidas disco já me vez aquele sentimento de “vamos nos livrar dos nossos problemas na pista de dança” que muito me apetece. Não chega a explodir de verdade em momento nenhum, mas a levada da faixa ganha vida conforme os versos passam. O final super dramático, com os violinos enquanto ela começa a cantar de forma mais catártica é bonito demais.

E tudo isso, ao mesmo tempo, é bem… Heize. Com um pezinho no alternativo, com uma delicadeza que ela é uma das únicas no K-Pop que consegue vender sem me causar sono e com toda a elegância que ela conseguiu estabelecer para o seu repertório. Mais uma boa adição ao catálogo de artistas da P-Nation. Tomara que, por lá, ela tenha ainda mais liberdade para trabalhar suas músicas do jeito que bem entender. O sucesso ela já tem mesmo, com isso ninguém precisa se preocupar.

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