MINI-ALBUM REVIEW | ADÉLA – The Provocateur (2025)

Em 2023, a HYBE se juntou com a gravadora Geffen Records, braço da Capitol debaixo do guarda-chuva da Universal, para o reality show Dream Academy. De acordo com o Bang Si-hyuk, fundador da BigHit e idealizador do projeto todo, esse seria um programa ao estilo dos survival shows que fazem sucesso na Coreia do Sul, cujo intuito seria formar um girlgroup “global” que seguiria os mesmos preceitos do K-Pop. O reality foi ao ar no YouTube, e ao longo de oito episódios que eu não assisti e jamais assistirei, resultou no Katseye, um dos piores troços do ecossistema do pop asiático atual.

Eu genuinamente detesto tudo o que o grupo soltou do ano passado para cá, mas é inegável que a ideia do Bang Si-hyuk vingou: elas já são o act com mais ouvintes da HYBE no Spotify, têm presença marcada em alguns festivais ao redor do mundo (inclusive no Lollapalooza aqui no Brasil), e inclusive ganharão um “grupo rival” com integrantes que participaram do Dream Academy, mas não chegaram a debutar (num estilo Winner/iKON, em comparação).

Paralelo a isso, eu vinha reparando que sempre que alguém fazia algum post sobre o Katseye, acabava surgindo alguém comentando sobre uma tal de Adéla, participante Miss Vanjie da Eslováquia que conseguiu a façanha de ficar em último lugar, mas ainda assim atrair a atenção do público, ser colocada como injustiçada e etc. Alguns desses comentários vinham acompanhados de um cunho racista implícito, dizendo que ela não foi longe por uma europeia branca, loira e padrão, e que as pessoas ficavam forçando representatividade, por isso participantes como a brasileira (negra) havia ido tão longe, e por isso o Katseye era composto por uma descendente de filipinos, uma negra, uma descendente de venezuelanos, uma descendente de indianos, uma havaiana de ascendência chinesa e uma coreana.

Eu não assisti (e nem vou assistir) ao reality, então não sei se a própria Adéla em algum momento falou algo problemático assim que desse munição aos fãs. Se alguém tiver assistido e souber de algo, deixe nos comentários. E confesso que fiquei um tempo ignorando as músicas dela, justamente por pegar ranço desses comentários. Mas recentemente ela soltou seu primeiro mini-álbum, distribuído pela própria Capitol (que indiretamente também cuida do Katseye), que eu ouvi, achei excelente, e acho que vale trazer de indicação aqui. I mean, se o Katseye se enquadra como “asian pop”, acho que a Adéla também.

Enfim, meus dois centavos sobre o The Provocateur, que já na primeira música DESTRÓI tudo o que o Katseye fez em quase dois anos de duração…

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Top 10 músicas ocidentais de… 2015!

O recente top 2013 parece estar despertando a nostalgia de alguns de vocês, de modo que me mandaram ontem de manhã um glorioso pix pedindo que eu fizesse uma lista com as melhores músicas do pop ocidental do ano de 2015. Entre audições do “Nebula Romance: Part II” e do comeback da Joy, passei algumas horas dando uma olhada no que do pop desse lado aqui do globo está completando uma década agora, fiz uma peneira mental e selecionei aqui as minhas dez prediletas daquele ano para relembrar aqui com vocês.

Tenho opiniões meio negativas acerca do pop ocidental da década passada. Sempre tenho a impressão de que, conforme os anos foram passando, a criatividade dos acts pop foi diminuindo exponencialmente (com algumas exceções, claro). E 2015 em especial chega a ser covardia comparar com o asian pop. Mas lembro que essa era uma época em que eu ainda acompanhava esse meio, principalmente através de blogs como o Original-tune (do Anderson Vieira) e o It Pop (do Gui Tintel), então ainda tem coisas que duram até hoje em minhas playlists.

Algumas ficaram de fora, como Sorry, do Justin Bieber, Here, única música boa da Alessia Cara, Lush Life, da Zara Larsson, e Around the World, da aposta-que-nunca-vingou Natalie La Rose. Já as 10 a seguir se tornaram icônicas e, pra mim, são as maiores músicas do pop ocidental de dez anos atrás…

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Yves se junta com PinkPantheress e evolui mais sua persona alternê com a ótima “Soap”

Diferente do hater do W-Dragon, sigo adorando o que a Yves vem fazendo musicalmente esse ano e acho que Soap, feat. dela com a PinkPantheress, é um dos pontos altos de 2025 até então…

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Time machine: quando o AOA previu a música tema da Copa do Mundo de Clubes da FIFA em “Ladi Dadi” (2018) (e indiretamente o meu post de mês do orgulho)

Nas últimas semanas, por mais que muitos lançamentos realmente relevantes tenham rolado no K-Pop e J-Pop, é impossível que nos debrucemos sobre a arte e o entretenimento sem colocarmos a mão na consciência acerca de algo de inestimável urgência que tem ocorrido internacionalmente, e que afeta direta e indiretamente a vida de milhões de cidadãos do nosso planeta: a Copa do Mundo de Clubes da FIFA. Sim, sim.

E como isso se relaciona com uma farofa datada de quando o AOA já tava cantando pra subir? Explicarei depois do “continuar lendo”!

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Raspa no tacho (11/05): Jackson sem camisa, DOLLA, MYERA, IS:SUE e mais um monte de gente

De tempos em tempos, uma porção de trecos saem e, por algum motivo, como falta de relevância para encher um post inteiro, ou falta de tempo deste que vos escreve, acabam não dando as caras aqui quando deveriam. Juntem isso tudo num lugar só, com comentários aprofundadíssimos, e *ploft*, temos a raspa no tacho.

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