MINI-ALBUM REVIEW | XG – AWE (2024)

O XG é um dos nomes mais interessantes do tecido social que é a indústria pop fonográfica asiática do momento. Sou um velho de guerra desse meio. Acompanho o J-Pop desde os anos 2000, vi o K-Pop “surgir” apoiado em estéticas e estratégias da bolha japonesa, observei de perto a onda hallyu na ilha vizinha com relançamentos e materiais inéditos em japonês, e depois disso o K-Pop andar com as próprias pernas e passar a ditar as regras, conseguindo chamar atenção em coreano mesmo.

É interessante, então, ver hoje o “caminho reverso”. Gravadoras e artistas nipônicos, salvo incursões com a 88rising, nunca pareceram muito afeitos a tentar uma globalização. Tampouco a dar às caras no K-Pop. Claro, há exceções. A Yukika, que se esforçou para fazer ela mesma por lá o citypop que vários acts coreanos vinham se inspirando. O Honey Popcorn, trio de atrizes pornô que resolveram fazer aegyo porque a mais rica entre elas não-ironicamente gostava do estilo. E integrantes dos grupos 48 que, após o Produce 48, resolveram continuar na Coreia em vez de voltar pra casa.

Nessa, o XG me parece o primeiro grupo japonês pensado, desde o início, para funcionar no K-Pop. Mas com uma planejamento para, de certa forma, ser um “J-Pop” no “K-Pop”. Todas as músicas são em inglês, sem versos completos em japonês ou em coreano. A parte estética delas, em questão de videoclipes, da imagem das integrantes e tudo mais, é bem mais em linha com o K-Pop e com o que, hoje em dia, pensam como esse K-Pop “internacional”. Além disso, elas são inseridas em outros meios que são inerentes ao cenário, como participar dos programas dominicais lá, de canais de youtube, divulgações, etc.

Pra mim, o grupo passou a funcionar de verdade a partir do double-A-side (vejam só, um tipo de lançamento tipicamente japonês) “Shooting Star”/”Left Right”. A imagem e sonoridade delas foi sendo desenvolvida ao longo de vários singles diferentes, de modo que, nesse ano, elas parecem ter se encontrado 100%. O que resultou no mini-álbum AWE, do qual falarei nesse momento…

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As 30 melhores músicas… do J-Pop!

Dois anos atrás, aproveitando que uma turma de profissionais de bastidores tinha bolado algo parecido, fiz uma lista com quais eram as minhas 20 canções favoritas do K-Pop num todo. Ano passado, pro meu aniversário de 29 anos, fiz um post listando 29 músicas que, de alguma forma, me descreviam até aquele momento (incluindo faixas ocidentais).

Hoje, dia 18, completo três décadas de vida. Para uns, isso significa que ainda tenho 10 anos de adolescência masculina. Para outros, significa que sou um sugar daddy. Tendo em vista essa data importante, resolvi guardar a continuação daquela de melhores músicas e dar uma continuidade, agora com um número redondo, à do ano passado, e trazer pra vocês quais são as 30 melhores músicas do J-Pop… em minha opinião, claro.

Vou tentar não tomar muito espaço nessa introdução (porque são TRINTA MÚSICAS, espero que o navegador de vocês não trave com tanto vídeo embedado), mas vale dizer que o J-Pop é “mais importante” pra mim que o K-Pop num geral. Enquanto o K-Pop foi algo que veio com o tempo, meio que por osmose, justamente, pelo J-Pop, os cenários musicais japoneses estão presentes desde… sei lá… 2006, quando comecei a utilizar a internet em lan houses. Se levarmos em conta os DVDs e VHSs piratas de animes e tokusatsus que eu comprava em eventos aqui no RJ, que traziam as músicas originais nas aberturas, até antes.

Música japonesa, seja pop, rock, hip hop, eletrônica, de divas, de grupos idolanimesongs e por aí vai, está comigo desde muito tempo atrás. E meio que forma uma parte grande da minha personalidade. Lembro que na escola (coloquem uns 15 anos pra trás nessa conta), eu era aquele cara que ia com um monte de temas de anime e singles da Koda Kumi no celular Sony Ericsson. E era zoado por isso! Gostar de cultura pop asiática é cool agora. Nos anos 2000, era visto como tosco.

Então, é bem óbvio que muitas das minhas coisas prediletas do J-Pop são dessa época de juventude, onde, para mim, tudo ainda era mato e rolava uma empolgação gigante em ir desbravando. Contudo, é inegável que, com a facilidade da internet banda larga nos últimos anos, e um acréscimo maior de materiais oficiais pelas gravadoras no YouTube e no Spotify, muita coisa de novos artistas também entraram no meu “cânone”.

Logo, abaixo, vocês verão uma mistura de “clássicos” com negócios mais recentes. Ignorem posições em listas de melhores do ano prévias, pois elas representam o momento de quando escrevi elas, não são imutáveis. Inclusive, nem essa aqui é imutável. Ah, fãs da Namie Amuro, sem tumulto nos comentários por a velha nem ter sido considerada aqui…

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Um punhado de músicas de outros anos que me apeguei tardiamente e embalaram o meu 2021

O título é meio autoexplicativo, mas vamos render um pouco mais essa introdução. Não sei com vocês, mas é bem comum comigo meio que passar batido de determinadas músicas em suas épocas de lançamento e só viciar nelas mesmo um tempão depois.

Como estou preparando o topzão de 2021 aqui (começa no dia 25 de dezembro, não percam!), comecei a reparar que rolaram várias faixas de outros anos que “redescobri” nesse que, na real real mesmo, eu até ouvi mais do que as próprias dos últimos 12 meses.

Nenhuma delas aparece em rankings de outros anos, então aproveitarei isso para juntar todas aqui e indicar para vocês. Vamos lá…

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PLAYLIST (Abril’21) 🍜

Mês esquisito esse, hein? A enorme maioria de girlgroups, nugus ou de alto escalão (estou xingando vocês, ITZY) cagaram no maiô com uma porrada de músicas tenebrosas. Em contrapartida, vários male acts mandaram muito bem, com bobagens pop divertidas para as pistas de dança não se levando tão a sério. Qual o sentido? Estou num universo paralelo? Que loucura!

Vamos para a atualização da playlist do blog, que já conta com 78 músicas e quase 5 horas de duração. De antemão, já aviso: uma porrada de oppas, músicas de animes e album tracks do novo hinário da Yukika…

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