2024. Esses caras do BTS não estavam pintando meio-fio no serviço militar obrigatório ou qualquer coisa do tipo? Por que que parece que papo de a cada dois meses tem um lançamento de alguém de lá?
Enquanto os do Jung Cock Kook me agradaram por terem uma, huh, piscadela sexual mais evidente nos singles, por sabe-se lá qual motivo, o RM (é aquele Rap Monster, lembram? que a fanbase ficava falando que não era mais pra chamar de RM, e sim pelo nome real dele, mas aí ele mesmo continua usando o stage name) resolveu dar uma de indie com duas das músicas mais chatas desse ano até então.
Ouçam LOST! e Come back to me. Se tiverem sobrevivido, leiam meus comentários depois…
Eu tinha uma grande raiva do Jung Kook, do BTS, por ele ter se envolvido na música mais pau mole do cantor mais pau duro da atualidade, mas não é que o filho da puta conseguiu dar a volta por cima e soltar um dos meus capopes prediletos do ano até então?
O Charlie Puth deve ser o meu cantor pop atual predileto aqui do ocidente. Ele começou a carreira naquele rap tenebroso do Velozes e Furiosos, depois, aparentemente, a gravadora tentou empurrar nele uma imagem de “namoradinho da América”, que foi corroborada pelo namoro dele com a Meghan Trainor, que ele mesmo já disse ter odiado, porque ele ainda era um iniciante e as músicas eram todas, da falta de um termo melhor, “estéreis” demais.
Mas aí ele cresceu e resolveu dar uma de Wonho, não só por ter passado um tempo puxando ferro, mas por adicionar nas músicas de nos clipes um ar mais sexual que fez muito bem pro som dele. É como se ele, pouco a pouco, estivesse evoluindo para se tornar o Prince dessa geração. Porque vários dos singles dele me passam uma impressão de que a piroca dele é enorme.
Rolão grande, grosso, veiúdo, que ele usa bastante. A gente olha pra ele nas músicas e pensa “Porra, esse aí fez sexo pra caralho! Fez na cama, no sofá, do chuveiro, na banheira, dentro do carro. Meteu demais! Deve ter acabado uma caixa de camisinha numa noite só. Os vizinhos devem ter chamado a polícia preocupados com os gritos. As garotas devem sair de cadeira de rodas.”
Ouçam “Done For Me”, que é minha música de cantor favorita da década passada, e digam se não tenho razão:
Ele tem várias boas assim. E que, como eu disse, passam a impressão de que ele é muito comedor, que ele chega na sala e as calcinhas voam. É assim em Mother, com ele falando que é bom que a mãe da menina não saiba o que eles fazem ou ela ficaria chocada. Na acústica We Don’t Talk Anymore e na alternê I Warned Myself ele vende o mesmo “triste com T” que os girlgroups faziam em parceria com o Brave Brothers tempos atrás. Em Girlfriend e Light Switch, ele entrega o mesmo arquétipo de cara que eu: o que conquista por ser atrapalhado e engraçado. E a lista segue.
Aí o babaca foi lá e chamou o Jung Kook, do time B do BTS, prum feat. pra surfar em cima do sucesso do grupo e o resultado é isso aqui:
BTS tá aí de volta, com mais um álbum lotado de relançamentos e mais uma title pau molona que só fã maluca vai gostar e um monte de veículo de imprensa e artistas a fim de chamar atenção dirão que presta de verdade.
Confiram Yet To Come. Se não dormirem no meio, vejam meus pitacos após o “continuar lendo”…