Time Machine: quando o Ladies’ Code usou o luto para entregar dois dos singles mais bonitos do ano, “Galaxy” e “The Rain” (2016)

Em tempos de redes sociais, nos acostumamos a banalizar a “tristeza” como um termo. Coloquem isso dentro do nicho de K-Pop, do qual fazemos parte. É muito comum que categorizemos como “triste” coisas que, não necessariamente, são isso, ou que, ao menos, não deveríamos considerar assim. Exemplo próprio: lembro que, tempos atrás, estava conversando sobre alguns grupos antigos que acompanhava quando comecei a me inserir nesse meio, aí falei algo como “nossa, a trajetória do F(x) foi bem triste”. E não. Parando pra pensar, a trajetória do F(x) não foi triste. Em sete anos de carreira, tiveram uma porção de comebacks, venderam milhões de cópias, foram o segundo maior nome feminino da SM em seu tempo, as integrantes parecem ter juntado uma boa grana. E como idols, ainda me deixaram, ao menos, quatro álbuns excelentes (Red Light, 4 Walls, Hot Summer e Pink Tape), coisa raríssima em grupos sul-coreanos. Não há tristeza nisso.

Talvez por já ser um pouquinho (só um pouquinho mesmo, hein) mais velho que a maioria do público atual de K-Pop, consequentemente tendo passado por mais experiências ao longo da vida, já não considero “triste” de verdade que, vá lá, minhas expectativas acerca de gerenciamento de meus acts favoritos não sejam cumpridas. Ou mesmo (e agora vem uma pseudo-polêmica, será que vão me cancelar?) que esses artistas pisem na bola e façam determinadas merdas, com a Jimin reproduzindo comportamentos abusivos comuns dessa indústria com a Mina, por exemplo. Sei lá, só não é triste de verdade. No fim do dia, a vida segue na mesma, com lampejos de indiferença da minha parte.

Agora, querem saber de um momento realmente TRISTE, que marcou o público quando rolou e ofusca qualquer sentimento mais negativo que um “o gerenciamento porco YG está matando o BLACKPINK e eu vou morrer junto” finge parecer em importância?

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Time Machine: Koda Kumi – EX TAPE (2015)

A Koda Kumi lançou essa semana, em seu canal do YouTube, o clipe de EX TAPE. Seu upload é parte da comemoração de 20 anos de carreira dela, que vem subindo todos os seus videoclipes em alta qualidade por lá há alguns meses. O vídeo era uma “raridade” dentro da plataforma, pois nunca havia sido disponibilizado completo em qualquer conta oficial dela ou da avex, restando aos fãs apreciar tal obra de arte por lá apenas em qualidades duvidosas de outros usuários, subidos ilegalmente, muitas vezes também cortados como PV ou rapidamente sendo derrubados pela gravadora.

Confiram e venham dar boas risadas com o tio Lunei:

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Time Machine: “And July” e quando a Heize se tornou a mocreia do rap mais bem sucedida em todas (2016)

Essa movimentação toda em cima do “Good Girl”, que já acabou e eu esqueci de assistir, me lembrou de quando a MNET tinha um outro programa onde rappers e idols competiam para ver quem é a maior grande gostosa entre as grandes gostosas e faturar unzinho nisso: o “Unpretty Rapstar”, cujas primeiras duas temporadas (o programa meio que se queimou e perdeu a relevância depois disso) foram ao ar no emblemático ano de 2015. A primeira serviu um programa mais interessante de assistir, com momentos que ficaram na cabeça por muito tempo (Jimin e Jessi rainhas nisso, conseguindo render takes por coisas aleatórias como enfatizar que aquilo era uma competição e tretas envolvendo frango).

A segunda, no entanto, serviu um line-up ainda mais estrelar (Yubin, Hyolyn, Yezi, Exy, trainee da YG). E ainda que os resultados finais não tenham sido realmente satisfatórios (porra, dar a vitória pra Truedy?), a competição nos permitiu abrir os olhos para alguns talentos que acabamos não prestando tanta atenção, visto não fazerem parte de grandes gravadoras, ou por não estarem nos circuítos mais populares frequentados por idols. Dentre esses nomes, é fato dizer que a Heize foi a que se deu melhor à longo prazo.

Transitando entre o Hip Hop e aqueles releases mais alternativos que universitários coreanos adoram colocar no topo da Gaon, hoje ela é a com a carreira mais estável, colecionando sucessos a cada comeback. E isso tudo começou lá em 2016, com uma sequência de hits, cujo meu preferido até então é And July, parceria com o Dean

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Time Machine: t.A.T.u e “All the Things She Said”, quando a Rússia soltou a fanfic de um grupo idol lésbico para o mundo (2002)

Com o icônico debut do duo Irene & Seulgi dias atrás, lembrei de um outro caso de grupo idol criado tendo como base a ideia de as duas integrantes viverem um romance que, como não pode acontecer de verdade, é “revelado” nas entrelinhas através de seus releases. No caso, o t.A.T.u, cujo maior sucesso no mundo (e aqui no Brasil, falo mais disso já já) foi All the Things She Said

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Time Machine: Lembram quando o BLACKPINK debutou cagando em nossos ouvidos com “Boombayah” e “Whistle”? (2016)

E aí que, se nada der certo, o BLACKPINK enfim terá seu comeback após mais de um ano sem soltar nenhum material inédito na Coreia do Sul. Na teoria, “How You Like That” entregará o oitavo MV do grupo, com Jennie, Lisa e as outras duas, enfim, completando o ciclo de 8 videoclipes prometidos para a promoção de seu debut. Uma tática de divulgação parecida já havia sido utilizada antes pela YG Entertainment em 2015, com o iKON, rendendo ao boygroup um full album ao fim daquele ano após alguns meses de releases. Com o BLACKPINK, o plano foi ainda mais grandioso, durando quatro anos.

Piadas à parte, resolvi aproveitar a ocasião para relembrar o que, considero eu, foi a melhor contribuição do quarteto no K-Pop até então: sua estreia, com BoombayahWhistle

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