Em “Tinker Bell”, Wednesday Campanella transforma a fada Sininho numa mina fodona

A essa altura do campeonato, vocês já devem saber que eu tenho um fator biased alto por esse grupo japonês de música eletrônica chamado Wednesday Campanella. Já falei deles algumas vezes por aqui, já coloquei músicas deles em posições bem altas nos meus tops de melhores do ano (pegaram inclusive em #1 em 2016 com Alladin).

O que mais me agrada no vasto catálogo do Wednesday Campanella é quando eles se jogam com força nos elementos mais pops da música eletrônica, e aí entregam uns bops que a gente percebe que são um tiquinho mais elaborados e pesados que o geral de acts radiofônicos, mas ainda assim muito chicletes, dançantes e por aí vai.

Esse ano, eles soltaram um álbum recheado de jams assim. E, mais recentemente, rolou também um single no qual me viciei tanto quanto as melhores do LP e, de novo, será um que deve figurar bem alto no listão de melhores do ano. Já tinha mencionado ele numa raspa no tacho, mas ouçam abaixo Tinker Bell e se preparem para parágrafos e parágrafos do oppa rasgando seda para essa maravilha…

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When I Move: KARA lança a melhor música comemorativa de um grupo velho do ano

Estamos em um momento onde o K-Pop já se tornou maduro o suficiente para que tenham acts que sejam considerados clássicos dentro do meio, de modo que já despertem no público mais velho (a galera beirando aos 30, oie) uma nostalgia de épocas melhores. E nesse ano tivemos alguns comebacks de grupos importantes pra cena que, ou estavam oficialmente disbandados, ou estavam num “nunca mais lançamos nada, mas não anunciamos o fim”.

Caso do BIGBANG, que soltou uma baladinha insossa que eu ignorei, do Girls’ Generation, que comemorou 15 anos de grupo resgatando as 3 gostosas que tinham batido o pé da SM prum álbum, cujo single eu achei uma vergonha, e do EXID, que meteu um bate panela bizarro pra dizerem que estão vivas depois de 10 anos e um contrato japonês que ninguém entendeu muito.

Tempos atrás, outro grupo de alta relevância anunciou que faria um comeback comemorativo de 15 anos, o KARA. Falo mais das coisas emocionais envolvendo esse retorno já já, mas, antes de tudo, preciso comentar que When I Move é, de longe, a melhor música dessa onda recente de retornos comemorativos…

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Em “Talk That Talk”, Twice replica aquela magia de refrão bonitinho com um toque melancólico de “Feel Special”

Esse foi um ano meio esquisito aqui, então calhou de boa parte da programação do blog ser de raspas no tacho e playlists, sem muitos posts individuais pros bops que mais curti. Como dezembro tá aí já e logo logo começam as listas de melhores do ano, resolvi que, nessa rabeira, recuperarei alguns dos grandes jams que fizeram minha cabeça de janeiro para cá.

Dessa forma, vocês já terão uns “spoilers” do que virá no meu top 100 e não cairão da cadeira quando Talk That Talk, do Twice, aparecer bem lá nas partes finais. Mas antes de falar de “Talk That Talk”, vou quebrar o padrão de posts aqui do blog e trazer uma outra música antes do “continue lendo”, pois ela me ajudará a explicar o motivo de eu ter curtido tanto esse último comeback delas…

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MINI-ALBUM REVIEW | Kwon Eunbi – Lethality (2022)

O Gosto Meu soltou esses dias um post falando sobre como o término do IZ*ONE foi um dos eventos recentes mais importantes do K-Pop, já que, dele, saíram uma porção de acts derivados das integrantes que, agora, soltam algumas das coisas mais interessantes (e, no caso do IVE e do LE SSERAFIM, de maior sucesso) da cena atual. Leiam aqui.

Gosto de pensar nesse movimento como um aprendizado das gravadoras envolvidas. À época do I.O.I, muitas empresas meteram os pés pelas mãos ao diluir o apelo e popularidade que as suas respectivas contratadas adquiriram na primeira temporada do Produce 101 ao colocá-las em girlgroups enormes. Algumas, inclusive, fizeram com que as integrantes passassem um tempo do curto período de vida o I.O.I não promovendo com o grupo, só para que pudessem debutar em seus próprios girlgroups.

Vendo como tudo dessa época foi pelo ralo, é bacana reparar em como os engravatados deram tempo ao tempo dessa vez, permitindo que as pirralhas tivessem seu ciclo completo como winners e, principalmente, não destruindo esse apelo colocando-as ao lado de sete, oito figurantes. Melhor ainda para outras, que puderam já começar seus caminhos como solistas após a loucura toda de estarem em um grupo feminino extremamente popular.

Dessas, minha favorita, certamente, é a Kwon Eunbi. Apelidada por aí como a “Chung Ha do IZ*ONE”, a gatinha foi a primeira a sair solo. Gosto de tudo o que ela fez do ano passado até aqui, e percebo que, a partir de Glitch, que segue como a minha música predileta de 2022, ela e seus produtores conseguiram criar para sua persona idol uma figura que cada vez mais faz falta dentro do universo fonográfico sul-coreano: o da diva pop.

E digo diva pop no sentido dela carregar todos os elementos correspondentes e esperáveis de uma cantora, com conceitos bem definidos, uma estética sonora e visual glamurosa que já podemos ligar à ela, e por aí vai.

Nisso, só faltava mesmo um trabalho fechado realmente excelente, sem fillers, que pudéssemos ouvir de cabo a rabo e aproveitar com totalidade. E isso, finalmente, veio com Lethality, um dos minis mais legais e viciantes desse ano, para o qual rasgarei uma seda enorme e sem vergonha a seguir…

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Raspa no tacho (29/10): (G)I-DLE, TripleS, Wednesday Campanella, ITZY e mais

De tempos em tempos, uma porção de trecos saem e, por algum motivo, como falta de relevância para encher um post inteiro, ou falta de tempo deste que vos escreve, acabam não dando às caras aqui quando deveriam. Juntem isso tudo num lugar só e, plim, temos a raspa no tacho.

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