Mais uma parte desse ranking, mais 15 bopzões de 2017 morrendo antes do trio final de posts. Aqui, finalmente chegamos à metade da lista, o que significa que a peneira começa a se fechar e alguns dos highlights do ano começam a dar às caras enfim.
Quem entra? Quem nem considerada foi? Façam suas apostas…
E lá se foi 2019. Okay, ainda tem mais de uma semana pela frente, mas meio que cagarei para o que de resto sair nos próximos dias (foi mal, Momoland), já que tenho que cuidar dos listões de fim de ano que insisto em montar aqui pro blog, mas acabo me arrependendo por conta da quantidade absurda de coisa para escrever. Dito isso, fiquem aí com a última atualização da playlist aqui do Miojo Pop, que reúne DUZENTAS E NOVE faixas ao total…
É muito comum que, com o avançar da idade e o aumento do diâmetro abdominal, declaremos que estamos numa onda mais introspectiva, alternê e passemos a defender acts do naipe de Lana Del Rey e Billie Eillish (é assim que escreve o nome dessa pirralha chata?) como as novas “verdades” do pop… Ou coisa parecida, sei lá. Mas podem ser sinceros, a maioria de vocês que frequenta esses blogzinhos fundo de quintal que insistimos em alimentar gosta mesmo é de uma outra coisa…
Farofa.
A fim de atender essa ânsia de fãs de asian pop ao redor do globo, as 3 gostosas + 2 pirralhas estepes do Faky, nessa retinha final do ano, liberaram o pancadão japa que todos queríamos, mas já não tínhamos mais a que recorrer. Se hidratem bastante para New Age…
Não sei se por eu estar sem tempo, já que comecei numa nova faculdade esse mês, ou por acaso do destino, mas achei agosto bastante fraco em lançamentos dentro do pop asiático. Impressão só minha ou vocês concordam? Enfim, essa escassez se refletirá nessa atualização mensal da playlist aqui do blog, que ganha apenas TREZE adições. Todas elas valeram a pena, têm umas duas ali que, provavelmente, rankearão bem alto no topzão dos trecos todos e… Bom, é isso aí.
Semana passada, o Faky lançou GIRLS GOTTA LIVE, sendo esse seu primeiro comeback “oficial” em nova formação (já tinha rolado uma OST para doraminha antes, mas elas sequer apareciam no clipe). Elas fazem parte da gravadora avex, começaram como 5 (o nome do grupo é uma abreviação de “Five Ass Kicking Youngsters”), aí 2 pularam do barco, adicionaram outra e se tornaram 4, então outra das gatas originais saiu fora e 2 pirralhas foram incluídas.
“GIRLS GOTTA LIVE” é ótima e meio que serve de porta de entrada visual para o quinteto como um todo, que sempre aposta nessa estética girlcrush fashionista de atitude forte, e para um dos lados musicais dele: o de faixas-litte-mix-fifth-harmony que mesclam retrô com afinações contemporâneas, recheando as produções de elementos unicamente pensados para gerar energia, como palmas, estalos e uma continuidade na bateria eletrônica. Com a boa interpretação vocal das integrantes e todos os outros elementos que compõem o pacote, não poderia gostar mais.
Há também um outro front sonoro que elas costumam apostar: o de bops eletrônicos noventistas para bater cabelo em boates esfumaçadas. Minha favorita em sua discografia, “Bad Things” segue essa linha (se não me engano, ficou em segundo lugar num top anual à época).
Embora seja estupidamente fracassado comercialmente por uma série de motivos (preferir apostar em tendências ocidentais em vez de modismos nipônicos, descaso das diferentes subdivisões/gravadoras que cuidam delas etc.), vejo o Faky como uma ótima “porta de entrada” pro público médio (e pra vocês, capopeiros de merda que acompanham isso aqui) ao J-Pop. Como disse, seus releases costumam apostar em estilos sonoros e visuais que se assemelham bem mais ao que acts costumam entregar desse lado do globo que no Japão. E se há pecado em originalidade nisso, por outro ponto de vista, elas não sofrem dos “problemas” que são facilmente identificáveis em atos nipônicos quando tirados de contexto (não dá para alguém não-otaku assistir um clipe do AKB48, por exemplo, e achar normal num primeiro momento).
Comparado com o K-Pop, que conseguiu se “internacionalizar” corretamente nos últimos anos aos ouvidos e olhos de não capopeiros, o J-Pop ainda é “específico” demais em seu mundinho, o que provavelmente afasta potenciais ouvintes. Não que o cenário musical japonês precise de atenção internacional, já que há uma autossuficiência louvável ali, mas é sempre bom ter mais pessoas para conversar sobre esses tipos de lançamentos. Dito isso, resolvi preparar uma listinha curta com alguns nomes recentes que, particularmente, acho que, tal como o Faky, têm o potencial de inserir novos consumidores nesse buraco negro chamado J-Pop. Tem tudo no Spotify. Sem mais delongas, vamos a ela.