TOP 100 | As melhores músicas do asian pop em 2020 [25-11]

Penúltimo dia do ano, penúltima parte desse ranking. O que quer dizer que, hoje, rola aquele clichê de listas de melhores do ano da blogosfera fundo de quintal, onde são várias e várias as gemas intocáveis, lacradoras, fadas de cristal, donas de nossos furicos, destruidoras de nações inteiras e salvadoras do pop, mas que, por pura subjetividade desse belo rapaz que vos escreve, acabaram ficando fora das 10 mais de 2020 de acordo com esse blágh.

Uma porção de fan favorites rodam abaixo. Será que a sua SOTY aparece aqui? É clicar e conferir…

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7 bops de outras vezes que um bando de mulheres se uniu no pop

E aí que a Lee Hyori, a Uhm Jung Hwa, a Hwasa e a Jessi resolveram se juntar para formar uma nova unit, as Refund Sisters. A história está melhor contada lá no Dougie, mas parece que tudo surgiu durante um segmento do “How Do You Play”, com a Hyori, ao ser questionada sobre como seria seu girlgroup perfeito, citando as três. O público gerou burburinho e a ideia foi tocada pra frente, com o quarteto sendo produzido pelo Yoo Jae Suk (também do SSAK3) e, eventualmente, ganhando um debut após a confirmação oficial semana passada.

Não sei se acredito de verdade nessa história não. Provavelmente, já havia essa intenção nos bastidores quando a Lee Hyori nomeou as três, mas quem sou eu para estragar a magia?

De qualquer forma, é sempre muito legal ver várias cantoras se juntando para trabalharem juntas em músicas. Enquanto é bem comum que vocalistas masculinos e rappers chamem “os parça” para features cheios de convidados, colaborações com mais que duas minas dentro da indústria pop são… raras. Inclusive entre artistas que vendem o feminismo como parte de sua persona.

Dito isso, e como um esquenta para a estreia do Refund Sisters, resolvi relembrar aqui 7 bops lançados quando um bando de mulheres se uniu no pop (asiático e ocidental). Give Me All Your Luvin’, da Madonna, ficou de fora, pois a Nicki e a M.I.A. quase não têm linhas nela. E Don’t Call Me Angel foi ignorada, pois fico meio constrangido com a participação da Lana Del Rey nesse videoclipe.

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PLAYLIST | Asian Pop 2020: Update de julho

E vamos de atualização da playlist aqui do blog. Dessa vez, um tiquinho mais curta: só 20 adições. Entretanto, todas valem muito a pena, com ao menos umas três certamente rankeando bem alto no eventual top 100 de melhores do ano. Vamos lá…

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Time Machine: 35 Girls, 5 Concepts (2016)

Parece até estranho quando falamos isso hoje, depois de toda a revelação de falcatruas e do desgaste da fórmula após ser tão repetida, mas em 2016 o Produce 101 era GRANDE. O programa da MNET se mostrou uma das ideias mais interessantes e lucrativas do canal ao longo dos anos, além de ser um tipo de produto que só um país com um investimento tão forte na indústria “idol”, como a Coreia do Sul, seria capaz de executar (foi um dos tópicos do meu TCC de Jornalismo, btw).

O intuito do reality show era formar um grande grupo que serviria de “padrão” no K-Pop (daí o 101), selecionando o line up de 11 integrantes a partir de 101 candidatas, sendo elas, em sua maioria, trainees de diferentes empresas/gravadoras do K-Pop. Esse girlgroup teria um contrato de alguns meses de promoção, de modo que, após essa jornada idol, as meninas retornariam em atividades normais em seus próprios selos. É claro que nem tudo ocorreu exatamente como o inicialmente planejado, mas o ponto de partida era esse aí.

*BOOOOOOOOOOOOMMM*

Obviamente, isso atraiu a atenção de muita gente, com vários lados tendo a possibilidade de faturar em cima dos resultados. A MNET e a YMCent ganhariam bastante não só em audiência com o programa, que acabaria conquistado uma fanbase gigante, mas também com os direitos de distribuição do eventual grupo formado pelas vencedoras. As demais gravadoras se beneficiariam da atenção que suas integrantes, vencendo ou não, conquistariam dentro do survival show, já reduzindo bastante o trabalho de pré-promoção que eles deveriam fazer quando, eventualmente, elas debutassem em seus respectivos grupos, visto já serem famosas o bastante para atrair o público (o (G)I-DLE com a Soyeon tá aí pra provar isso). E as próprias meninas se beneficiariam com isso, formando uma base de fãs própria, sem dependerem de suas empresas originais (caso da Somi e da Pinky).

À época, gostei bastante de assistir o programa (embora não me lembre de quase nada), sendo o começo explosivo do que, nos anos conseguintes, se tornaria um padrão dentro da indústria. Em seus vários segmentos, acredito que um dos preferidos entre os espectadores, ainda hoje, tenha sido o 35 Girls, 5 Concepts, que fazia o que seu título indicava: dividia 35 participantes para que executassem 5 conceitos comuns em releases de girlgroups no K-Pop. Essa pataquada rendeu um mini-álbum tão excepcional e um burburinho tão grande que foi reprisada não só nos demais shows relacionados à franquia Produce, mas em realities da concorrência, como o The Unit e MIXNINE.

Mas nenhum deles foi tão bom quanto o da primeira temporada do Produce 101. Minha teoria para isso: o “35 Girls, 5 Concepts”, tal como o próprio 101 em si, funcionavam como uma grande homenagem ao K-Pop feminino da era de ouro (2007-2011) e dos anos seguintes a ela na primeira metade da década passada (2012-2015), onde as músicas e conceitos eram mais variados e delineados entre si, com espaço para tudo, enquanto os segmentos semelhantes que rolaram depois, em sua maioria, focavam no “novo K-Pop” pós-2016, menos heterogêneo, mais safe em apostar em conceitos parecidos (ainda quero escrever mais sobre isso, talvez num projeto de mestrado, ou num livro, mas enxergo que, em 2016, houve uma “ruptura” nas sonoridades escolhidas, temáticas, estéticas e demais coisas que envolvem lançamentos dentro do cenário pop sul-coreano, onde os grupos e artistas começaram a “se levar a sério demais”, enquanto o que era vendido antes disso era mais, ahn, “puramente entretenimento”).

Dito isso, e aproveitando que estou relembrando jams de 2016 para o próximo ranking aqui do blog (uma hora sai), resolvi comentar, na ordem da tracklist do EP, as cinco faixas lançadas pelas units temporárias das integrantes. São 5 pérolas que sobrevivem até hoje no meu celular. No entanto, só uma delas dará às caras no top 100. Chutam qual será?

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